Um pouco mais do mesmo piorado e a tal da luz no fim do túnel

Um pouco mais do mesmo piorado e a tal da luz no fim do túnel

Quem esperava por uma notícia boa após a saída do ministro Joaquim Levy deve ter ficado tremendamente decepcionado com a indicação de Nelson Barbosa para substituí-lo.

Embora o nome já viesse sendo cogitado há algum tempo, ainda havia a esperança de um lampejo de lucidez que colocasse a decisão no rumo da racionalidade, mas essa esperança não se concretizou.

Se formos analisar o que vinha acontecendo, o agora ministro da fazenda Nelson Barbosa já exercia a função muito antes de Levy abandonar o cargo, já que por diversas vezes divergiu do ex-ministro e acabou vencendo.

Desgastado pelas sucessivas derrotas, impossibilidade política do governo em fazer com que suas medidas fossem aprovadas no congresso e uma forte resistência ao seu nome por parte da ala mais marxista do PT, Levy resolveu que já era hora de botar a viola no saco.

O que vem pela frente ninguém sabe, mas sabemos que é ruim

A diferença de pensamento entre o ex-ministro Joaquim Levy e o atual é abismal. Enquanto Levy rezava pela cartilha liberal, afastando a presença do estado na economia e se voltando para questões estruturais, Barbosa é justamente o contrário.

Nelson Barbosa segue a escola desenvolvimentista, onde cabe ao estado tomar as rédeas do desenvolvimento estatal através de uma severa intervenção do estado na economia, tese que não deu certo em nenhum lugar do mundo e certamente por aqui também não dará.

A bem da verdade, não se trata de um exercício de adivinhação ou projeção do futuro baseado em resultados passados. O próprio Nelson Barbosa vem tentando isso a muito tempo aqui no Brasil, através da sua cria, a “Nova Matriz Econômica”, encampada por Dilma e com resultados catastróficos.

Baseado em sua estratégia de expansão do consumo a qualquer preço, e forte intervenção do governo nas políticas econômicas, da pior forma possível, através de controles artificiais e barreiras, o Brasil regrediu mais de uma década em muito pouco tempo.

O que esperar dessa turma? Alguma coisa menos pior do que já foi visto até o momento? De maneira alguma. Contando agora com o total apoio da sua chefa, a tendência é de terminarmos 2016 com saudades de 2015.

   Leia o artigo A Crise Econômica de 2016

O problema é de credibilidade

Um dos principais problemas do país no momento é a total falta de credibilidade na equipe que está no governo, que não conta com o apoio de mais ninguém além de seus apaniguados políticos que, diga-se de passagem, cobram bem caro por este apoio.

O governo Dilma é visto como uma criatura pródiga que simplesmente não pode ter dinheiro na mão, pois não sabe gastar, e depois de torrar a grana, inclusive mentindo sobre sua destinação, volta para pedir mais dinheiro ainda.

É por isso, que qualquer proposta de aumento de impostos para cobrir o déficit público é imediatamente rechaçado pelo congresso nacional, porque as pessoas de bem sabem que não adianta colocar mais dinheiro nos cofres da União que ela continuará a empregá-lo mal.

A nau sem rumo

Além dessa questão de credibilidade, existe também a questão de uma total ausência de planejamento estratégico e políticas de longo prazo. A economia brasileira vem sendo levada no improviso, com ações que visam apenas consertar problemas imediatos, cuidando dos sintomas sem se preocupar com a origem da nossa atual doença econômica.

O país não tem uma política de infraestrutura, e nossas estradas aos frangalhos e portos ultrapassados nos deixam em pé de igualdade com os países mais subdesenvolvidos do mundo. Até mesmo o porto de Mariel, construído em Cuba e bancado pelo governo brasileiro com o nosso dinheiro é melhor do que muitos dos portos no Brasil.

Política fiscal também não temos. Passou-se 2015 inteiro falando em ajuste fiscal e o resultado foi o que vimos até o momento. O governo não pode cortar gastos, pois são eles que sustentam seu projeto criminoso de poder e para cobrir os sucessivos déficits lança mão de pedaladas e mais impostos.

A política monetária é outra que está prestes a desaparecer. Como o único meio que o governo conhece para controlar a inflação é a taxa de juros, usou e abusou desse recurso até chegar ao ponto em que mesmo elevando ainda mais as já estratosféricas taxas, não conseguirá os efeitos desejados.

A luz no fim do túnel é um trem

Dilma agora fala em uma tal de “virada a esquerda”? O que seria isso, a bolivarianização completa da economia, com planos econômicos, tabelamento de preços, controle cambial, gastança generalizada e outras asneiras adotadas por seus parceiros bolivarianos como Hugo Chaves, Maduro, a defenestrada Cristina Kirchner e outros arremedos de caudilhos sul americanos?

Quem achava, como a presidente Dilma, que havia uma luz no fim do túnel, agora sabe que essa luz na verdade é um trem, e pela velocidade, é trem bala! Que Deus nos ajude, porque nós vamos precisar!

Por Alberto Valle

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