Quais serão as mudanças na economia após a saída de Dilma. O que podemos esperar em termos de política econômica do Brasil no caso de saída da presidente Dilma e seu governo. O que precisará ser feito para o Brasil voltar a crescer?
Quais serão as mudanças na economia após a saída de Dilma. O que podemos esperar em termos de política econômica do Brasil no caso de saída da presidente Dilma e seu governo. O que precisará ser feito para o Brasil voltar a crescer?

Mudanças na economia após a saída da Dilma

Uma pergunta está no ar. Quais serão as mudanças na economia após a saída da Dilma? Será que podemos apostar na volta do crescimento?

Seja por impeachment, impugnação da chapa pelo TSE ou suicídio, quais seriam os reflexos da saída de Dilma na economia agonizante do nosso país? Essa é a grande dúvida que assola milhares de empreendedores.

Achar que pelo simples fato do PT deixar o poder as coisas vão melhorar é uma ilusão. O Brasil sofre neste momento de problemas econômicos e financeiros gravíssimos, e não é a simples troca de comando que resolverá isso.

O empreendedor precisa ter um cenário bem definido para poder fazer seu planejamento, e por isso, neste momento crítico do país saber quais seriam as mudanças na economia após a saída da Dilma é fundamental para o planejamento estratégico de qualquer um.

A situação atual do país

Estamos em um momento econômico trágico. A economia passa por uma gigantesca recessão que só não é percebida de forma mais clara por grande parte da população, porque o noticiário político não tem deixado muito espaço para as notícias econômicas.

A taxa de desemprego cresce assustadoramente, empresas estão fechando por todo o território nacional. As taxas de juros sufocam os pequenos e médios empreendedores que precisam buscar financiamento para capital de giro e o mercado está retraído diante das incertezas.

Estamos em um momento econômico perverso, onde o Gobierno se esqueceu completamente que para ter um país para governar, precisa em primeiro lugar, ter um país efetivamente. Nossa economia vai para o ralo a cada dia, enquanto a Dona Dilma e seus asseclas, tentam desesperadamente continuar no poder.

Quais são os nossos problemas? Só para citar alguns:

  • Infraestrutura apodrecendo, reduzindo assim nossa capacidade competitiva no mercado internacional;
  • Gastos públicos completamente fora de controle e tendendo ao caos em função da crise política;
  • Perda de confiança na economia, tanto da parte dos investidores nacionais quanto internacionais;
  • Falta de um planejamento macroeconômico que vá além das conveniências políticas imediatas do partido no poder;
  • Preciso ir mais além?

Essa é uma verdadeira visão do inferno em termos econômicos. Por isso mesmo, na iminência de mudanças, precisamos sim pensar em quais serão as mudanças na economia após a saída da Dilma, pois sem este fato, a única saída é o aeroporto.

As mudanças que precisariam ser feitas

Diante do quadro descrito acima, não é muito difícil identificas as mudanças na economia que precisariam ser feitas. Nosso problema é estrutural e não pode ser resolvido através de medidas pontuais que ignoram o ambiente macro.

Que mudanças devem ser feitas na economia após a saída de Dilma para que o Brasil volte a crescer? As mudanças na economia após a saída de Dilma.
Que mudanças devem ser feitas na economia após a saída de Dilma para que o Brasil volte a crescer?

O grande problema do atual governo é justamente este. A falta de credibilidade e apoio político torna inviável o envio de qualquer medida ao congresso, pois este não está mais afim de arcar com o ônus de dar mais dinheiro na mão de quem não sabe administrar.

Com uma nova estrutura de governo, principalmente se for articulada uma coalizão entre os partidos de oposição para a elaboração de um plano de recuperação nacional, as medidas enviadas ao congresso teriam chances bem melhores de serem aprovadas, mesmo aquelas menos simpáticas à população, como o aumento de impostos.

Não se iluda achando que as mudanças na economia após a saída da Dilma serão fáceis de serem implementadas e não trarão, como citei acima, até mesmo o aumento de alguns tributos, dentro de uma reforma tributária, que será inevitável.

Outro ponto que precisará ser abordado é o da reforma da previdência social. A estrutura atual, super indexada e estruturada dentro de uma realidade social do século passado, não tem como se sustentar. Em lugar sério algum do mundo, uma pessoa se aposenta após cinquenta e cinco anos de idade.

A reforma administrativa é outro ponto que fará parte das mudanças na economia após a saída da Dilma, já que será necessário encolher o tamanho do estado, naturalmente inchado no Brasil, e mais intensamente nos últimos treze anos e meio, com o aparelhamento do estado promovido pelo governo petista.

Além disso, a relação entre a União, Estados e Municípios deverá ser revista. Não há como a União ficar bancando a ineficiência de Estados que não adotam políticas públicas capazes de darem sustentação a suas estruturas. Municípios perdulários deverão também entrar nessa limpa geral. Sem isso, não há como endireitar o país.

A realidade é dura mas precisa ser encarada

Não adianta dizer que não quer esta ou outra medida. Sei que a solução que é apresentada incorpora algumas medidas duras, que certamente irão contra os interesses de alguns setores O problema é que as mudanças na economia após a saída de Dilma terão que corrigir mais de 13 anos de completo desgoverno.

Não dá para fazer omelete sem quebrar alguns ovos. Realinhar a matriz econômica para colocá-la no rumo do crescimento não será fácil, principalmente porque sofrerá o boicote dos partidos de esquerda, que estarão de olho nas eleições de 2018, mas precisamos dessa correção.

Mantenha-se informado sobre as mudanças na economia após a saída de Dilma e outros assuntos econômicos que afetam a vida do empreendedor, assinando nosso Boletim Informativo.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns, Alberto Valle! Os itens relevantes que foram citados são realmente muito importantes. Porém, devemos investigar o motivo principal de corrupção na área dos políticos. Em primeiro lugar, o gasto de campanhas eleitorais no Brasil é tão elevado que um deputado estadual, por exemplo, gastaria R$2,5 milhões em média e juntar na poupança aproximadamente R$1 milhão durante mandato de 4 anos com saldo negativo de R$1,5 milhões. para o senador podemos multiplicar dois ou mais, para governador do estado vai sair mais 6 vezes e o presidente com mais de 40 vezes. Os políticos eleitos vão recuperar seus gastos se não tiverem doações (propinas indiretas): É obvio!! Para eliminar completamente estes gastos o governo deve planejar o sistema de eleição com a rede TV, rádio, Internet e debates constantes, etc. que oferecem aos candidatos gratuitamente. E nas ruas deve ser permitido só as placas de forma A nos cruzamentos nos horários pre-determinados como na Europa (principalmente na Alemanha). Assim, todos os candidatos não terão nenhum gasto a não ser algumas reuniões particulares.

    E outro ponto importante: Para qualquer investimento acima de R$ 10 a 20 milhões na área tecnológica e industrial deve ter o sistema de fiscalização técnica quanto a evolução técnica (absorção técnica e melhoria de qualificação até o nível internacional) para assegurar nossa participação futura no mercado mundial. Atualmente isso não houve, principalmente na área Pre-sal e Construção Naval.

    Parabéns a voces e Obrigado pela atenção

  2. Muito boa a análise. Com a saída da Dilma a economia deverá sofrer ajustes estruturais em primeiro lugar. Concordo que medidas duras terão que ser implementadas e isso certamente vai desagradar muita gente, mas precisa ser feito.

    Parabéns pela lucidez!

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