Número ainda é pequeno, mas cada dia aumenta mais o empreendedorismo feminino no país, e elas mostram que nos negócios não existe sexo frágil
Número ainda é pequeno, mas cada dia aumenta mais o empreendedorismo feminino no país, e elas mostram que nos negócios não existe sexo frágil

Empreendedorismo feminino ganha cada vez mais espaço

O empreendedorismo feminino cresce a passos largos no Brasil e embora ainda sejam em número menor que os homens, as mulheres mostram que nos negócios não existe sexo frágil.

Após conquistarem independência, avanços no mercado de trabalho e subirem degraus na carreira política, as mulheres chegaram no patamar que num passado muito distante era dos homens – eu me refiro ao empreendedorismo.

Hoje as mulheres são a maioria da população brasileira, de acordo com o último senso feito em 2013, e tratando-se do ato de empreender são elas que mais abrem negócios, como explica uma pesquisa feita pelo Sebrae entre 2002 e 2012.

O número corresponde a 19% no aumento de empreendedoras que surgiram no Brasil nesse período. Entre os homens, o número foi bem menor, apenas 3%. Atualmente as mulheres correspondem a 31% do total de donos de empresas no país.

A força feminina no ato de empreender tem chamado atenção em algumas regiões do país, onde empresas estão sendo abertas e elas é que estão administrando.

Empreendedorismo feminino pelo mundo

Pesquisa feita neste ano pela Global Entrepreneurship and Development Institute, o mesmo responsável pelo Global Entrepreneurship Monitor, o maior estudo sobre empreendedorismo do mundo, avaliou 70 nações ao longo do último ano e revela alguns dados interessantes sobre o empreendedorismo feminino no mundo.

Os Estados Unidos aparecem como primeiro colocado, seguidos de Austrália, Reino Unido e Dinamarca. O Brasil ocupa a 55ª posição no ranking atual. Foram avaliados 33 aspectos econômicos e sociais, como igualdade de gêneros, absorção de tecnologia, liderança feminina e aceitação ao risco. Os países, então, ganham notas de 0 a 100.

Empreendedorismo feminino ganha força no mundo inteiro
Empreendedorismo feminino ganha força no mundo inteiro

Durante a votação a nota brasileira foi de 31,1 pontos; Os Estados Unidos, 82,9; e o último colocado, o Paquistão, 15,2.

Se formos analisar a posição que ocupa o Brasil é muito pouco para um país em que as mulheres são maioria. De acordo com os dados do IBGE de 2013, viviam no Brasil 103,5 milhões de mulheres, o equivalente a 51,4% da população. O que está sendo analisado não é a alta população de mulheres no país, mas sim a influência delas na sociedade.

O resultado da pesquisa é culpa delas? Claro que não! Infelizmente no Brasil algumas políticas precisam mudar e deixar que essas novas empreendedoras possam emancipar-se no mundo dos negócios.

Exemplos como a igualização de salários, preconceito, estudo e a evolução dos seus direitos diante de uma sociedade precisam ser revistos. Os princípios do Empoderamento das mulheres precisam avançar e muito em nosso país.

Desafio move as mulheres empreendedoras

A diretora de operações da agência NAMP!, Ellen Marques, 27, explica como é ser uma empreendedora, como isso agrega responsabilidades e crescimento profissional. “Um empreendedor não tem medo de iniciar projetos. Ele torna-se perseverante, acredita no potencial, além disso, sabe que um fracasso é apenas uma oportunidade de aprender a ser melhor, e não se deixar abalar com isso. Uma pessoa se transforma em empreendedora, pois ela tem ideias inovadoras e desafiadoras, e sabe como implementá-las de forma a realizar um sonho”.

Ela respondeu sobre discriminação no âmbito de sua profissão e como soube contornar esse tipo de situação. “ A primeira situação em que passei por isso foi no período em que comecei a aplicar treinamento na área da construção civil, para os colaboradores, que eram todos do sexo masculino, muitos achavam que eu só sabia falar e não tinha competência para agregar valor ao trabalho exercido por eles, mas com a convivência fui demonstrando que os treinamentos só agregava ao trabalho dentro da empresa”, conta.

Ellen, finaliza com um conselho para as mulheres empreendedoras do Brasil, “Encontre nos obstáculos que surgirem na realização de um sonho, motivação para construir o degrau do sucesso. Sede perseverante”. Finaliza.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Muito bom o ruim é que passam para as crianças a se tornar funcionários ,ao invés de empreendedores individuais o mercado de trabalho tanto para os profissionais e empresas ,você não sabe quem estar fazendo as coisas certas se é as empresas os as pessoas,o que uma boa educação faz por um pais,sem corrupção brasileiros
    trabalham fora não querem voltar para o seu pais de origem, é a escravidão só foi no papel até agora,quem não acorda fica a mercê de um governo sem um pingo de vergonha.

  2. Gostei muito das dicas e considerações sobre empreendedorismo feminino. O empreendedor tem que se dedicar e acreditar mesmo!

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