Ao que tudo indica o ano de 2015 já foi pro saco, mas mesmo assim, os empreendedores que adotarem uma estratégia de preservação, poderão encontrar boas oportunidades para se manterem no negócio e saírem da crise ainda mais fortes.
Ao que tudo indica o ano de 2015 já foi pro saco, mas mesmo assim, os empreendedores que adotarem uma estratégia de preservação, poderão encontrar boas oportunidades para se manterem no negócio e saírem da crise ainda mais fortes.

2015 é o ano que já foi pro saco – Como sobreviver a ele

O título parece meio catastrófico, mas a realidade é essa mesma. Se formos considerar o panorama econômico que o nosso Governo anuncia, o ano de 2015, literalmente já foi para o saco.

Após, pelo menos, quatro anos de uma política econômica de “tapar buracos” nossos governantes descobriram que fizeram uma grande burrada e agora lançam um programa milagroso de recuperação da economia que eles mesmos fizeram questão de afundar.

O primeiro trimestre de 2015, segundo o próprio porta-voz do Governo, será de Deus nos Acuda. Segundo a presidente, Dilma, será um ano de “administração da escassez”. A pergunta que não quer calar é a seguinte: Escassez para quem?

As obras de infraestrutura que se faziam necessárias, foram apagadas do mapa, afinal de contas, a Copa do Mundo era mais importante, mas depois dos sete a um, o um, como piedade para o anfitrião, passaram a afazer parte do tal de legado da Copa. Já as empreiteiras comemoraram, antes, é claro, da operação Lava Jato.

O resumo da ópera é uma economia desequilibrada, com fortes sinais de estagnação, que deverá nos levar a uma séria crise econômica em 2016. É triste, mas não adianta reclamar, o estrago já está feito e agora cabe ao pequeno e médio empreendedor, vencer mais este desafio, o de permanecer vivo em um mercado em recessão.

O que sobra para 2015

Segundo nosso Governo, em 2015 devemos esperar por aumentos de impostos, taxas e contribuições de melhorias. Tudo dentro da lei. Ainda dentro da “lei”, não poderemos exigir eficiência do governo, já que os critérios de avaliação podem ser facilmente alterados, como vimos na alteração do limite de responsabilidade fiscal.

Uma nova equipe econômica foi anunciada, como se fosse a salvação da pátria. O problema é que política econômica não se faz com nomes, e sim com disposição governamental. De nada adiantarão ministros técnicos, se tivermos os mesmos dinossauros da política econômica dando pitacos no futuro do Brasil.

O resumo de tudo isso é que pelo visto, estamos na melhor das hipóteses, por nossa conta. O empreendedor deve se preparar para a crise de 2015 e traçar uma estratégia que o permita, no mínimo, sobreviver a tudo que está por vir.

Prudência nos investimentos

A primeira coisa a fazer é rever os investimentos programados e adaptá-los à nova realidade. Em situações de crise, crescer nem sempre é a melhor opção. Muitas vezes, focar no objetivo de não perder sua posição no mercado pode ser a melhor opção para o seu negócio.

Quem estiver mal estruturado, certamente vai quebrar e quem resolver remar contra a maré de um mercado retraído, também acabará indo pelo mesmo caminho. Uma estratégia de defesa de posição parece ser a mais indicada. Isso, no entanto, não impede que você fique alerta para possíveis oportunidades de negócios.

Capitalização máxima

Embora difícil 2015 oferecerá oportunidades
Embora difícil o ano de 2015 oferecerá boas oportunidades

Outra estratégia que irá ajudar aos empreendedores superarem os problemas econômicos de 2015 será a de capitalização máxima.

Com taxas de juros na estratosfera e inflação crescente, recorrer a empréstimos bancários será um verdadeiro suicídio empresarial.

Fuja a todo custo de empréstimos bancários e qualquer outra linha de financiamento, mesmo que para isso seja necessário reduzir a produção ou até mesmo o faturamento. Com as taxas de juros nos níveis em que estão, e com perspectiva de chegarem até 14,5%, não há como ganhar este jogo.

Fique atento às oportunidades que surgirem na crise

Quem disse que durante uma crise não surgem boas oportunidades de negócios. Me lembro que, em 1981, durante uma das piores crises que a economia brasileira já passou, muitas empresas aproveitaram e ganharam mais mercado, principalmente, ocupando os espaços deixados por concorrentes que quebraram.

Pode parecer cruel, mas para cada concorrente fora do mercado em função dos problemas advindos da crise, surge uma oportunidade de tomar o mercado deixado por ele. Pode parecer cruel, mas não tem jeito, é a lei da sobrevivência em sua expressão máxima no mundo capitalista.

Existem alguns negócios que crescem em tempos de crise e se você ficar atendo, pode acabar saindo dela cantando pneu, com um leque de negócios muito maior do que no início da maré braba.

Se preparando para sair da crise

Se você estiver bem capitalizado, o melhor investimento em 2015, pelo menos nos três primeiros trimestres serão os títulos de renda fixa pós-fixados, mas depois, talvez seja hora e pensar em comprar o que sobrou da concorrência que não conseguir resistir à crise.

Máquinas e equipamentos costumas ser ofertadas por preços muito convidativos em momentos de crise e por isso, se você pretende sair “cantando pneu” na hora que as coisas melhorarem, talvez seja interessante adquirir essas ofertas, mesmo que seja para guardar e ativar apenas na hora em que o cenário for mais favorável.

Outras boas oportunidades deverão surgir no segmento de franquias. Com um cenário adverso, muitos franqueados não conseguirão manter os negócios e fecharão suas portas. Se você já possui uma franquia da rede, é nesse momento que você pode entrar e aumentar seu negócio, adquirindo essa unidade que fechou.

Por Alberto Valle, empreendedor e diretor da Academia do Marketing

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